O dia da maratona começou bem, ao contrário do ano passado ninguém se atrasou e toda a rotina antes do inicio foi feita calmamente.
Comecei a prova ao lado da Janine, que foi a minha companheira de prova do ano anterior. Como saímos bem lá na frente o ritmo inicial foi elevado e fizemos o primeiro Km em 4:30 e depois fizemos o 2, 3, 7... sempre a esse ritmo. O objectivo era fazer 3.30H e com este ritmo dava para aí 3.10. Eu começava a ficar preocupado e com receio de comprometer a participação na maratona com este entusiasmo inicial, mas como não me sentia a forçar e estes Kms iniciais são a descer aproveitei para amealhar alguns minutos que poderia gerir no final.
Escusado será dizer que no meio deste dilema e sempre a fazer contas de cabeça chegamos à separação da maratona e da prova convívio (Family Race que é mais chic). Pensava eu que sem a presença destas lebres o nosso ritmo diminuiria, mas manteve-se entre os 4.30 e 4.40 ao Km.
Neste ritmo e inserido num pequeno grupo tivemos todos direito ao incentivo do dia por parte de um agente da autoridade e da sua respectiva barriga: "Vamos lá que os primeiros já vão do outro lado".
Entramos em Gaia e a partir daqui a prova teria de ser gerida com bastante cuidado, porque o esforço estava a ser grande, aproveitei para ingerir 1 cubo de marmelada dando assim inicio ao abastecimento de alimentos sólidos. Até aqui tinha apanhado as bebidas fornecidas pela organização, apesar do tempo estar frio fui bebendo sempre e para isso ajuda o hábito de andar alguns minutos com a garrafa na mão para ir bebendo lentamente. Este hábito foi-me incutido pelo meu amigo Cristovão na minha estreia numa meia-maratona.
Foi aqui que os primeiros passaram por nós em sentido contrário, fiquei contente por ver o Alberto Chaiça lado a lado com os Quenianos, e também porque o meu conterrâneo Baltazar Sousa vir muito bem classificado.
Na zona da Afurada começa-se a ver mais caras conhecidas primeiro num sentido e depois no outro, isto ajuda bastante e neste caso deu para perceber que eu vinha realmente com um ritmo acima do previsto.
Nesta zona a Janine era bastante incentivada porque muitos colegas seus do remo encontravam-se na margem do rio e juntou-se a nós o Pedro que de bicicleta passou a acompanhar-nos. Tive o prazer de ver o Vítor Dias que decidiu fazer a prova de bicicleta (será prenuncio de um livro Pedalar por Prazer?) e descobri que seguia connosco o António Mesquita colega dele na maratona do ano anterior.
Passei também pelo Sousa por volta do Km 26 em sentido contrário muito bem acompanhado e num ritmo cauteloso como convinha.
Após a passagem da ponte Luis I em direcção ao Freixo tenho uma ligeira quebra e a Janine afasta-se um pouco e alguns pensamentos mais negativos ocorrem, mas aqui entram alguns dos ensinamentos do BTT e eu sei que nestas provas longas existem momentos maus que depois de baixar um pouco o ritmo passam. Voltei à companhia dela por volta do Km 30 e fiquei mais descansado, optei aqui por começar a beber muito pouco porque sentia o estômago cheio.
A partir daqui já só faltava menos de 1 hora de prova e se por um lado eu temia encontrar o muro ela começava a pensar no resultado desportivo, porque o nosso ritmo era razoável e algumas concorrentes femininas ficavam para trás. Por volta dos 34 Km vimos que ía uma atleta feminina à nossa frente e fizemos uma pequena aceleração, quando a alcançamos a Janine não perdeu tempo e passou por ela rapidamente e continuamos nesse ritmo.

Comecei a prova ao lado da Janine, que foi a minha companheira de prova do ano anterior. Como saímos bem lá na frente o ritmo inicial foi elevado e fizemos o primeiro Km em 4:30 e depois fizemos o 2, 3, 7... sempre a esse ritmo. O objectivo era fazer 3.30H e com este ritmo dava para aí 3.10. Eu começava a ficar preocupado e com receio de comprometer a participação na maratona com este entusiasmo inicial, mas como não me sentia a forçar e estes Kms iniciais são a descer aproveitei para amealhar alguns minutos que poderia gerir no final.
Escusado será dizer que no meio deste dilema e sempre a fazer contas de cabeça chegamos à separação da maratona e da prova convívio (Family Race que é mais chic). Pensava eu que sem a presença destas lebres o nosso ritmo diminuiria, mas manteve-se entre os 4.30 e 4.40 ao Km.
Neste ritmo e inserido num pequeno grupo tivemos todos direito ao incentivo do dia por parte de um agente da autoridade e da sua respectiva barriga: "Vamos lá que os primeiros já vão do outro lado".
Entramos em Gaia e a partir daqui a prova teria de ser gerida com bastante cuidado, porque o esforço estava a ser grande, aproveitei para ingerir 1 cubo de marmelada dando assim inicio ao abastecimento de alimentos sólidos. Até aqui tinha apanhado as bebidas fornecidas pela organização, apesar do tempo estar frio fui bebendo sempre e para isso ajuda o hábito de andar alguns minutos com a garrafa na mão para ir bebendo lentamente. Este hábito foi-me incutido pelo meu amigo Cristovão na minha estreia numa meia-maratona.
Foi aqui que os primeiros passaram por nós em sentido contrário, fiquei contente por ver o Alberto Chaiça lado a lado com os Quenianos, e também porque o meu conterrâneo Baltazar Sousa vir muito bem classificado.
Na zona da Afurada começa-se a ver mais caras conhecidas primeiro num sentido e depois no outro, isto ajuda bastante e neste caso deu para perceber que eu vinha realmente com um ritmo acima do previsto.
Nesta zona a Janine era bastante incentivada porque muitos colegas seus do remo encontravam-se na margem do rio e juntou-se a nós o Pedro que de bicicleta passou a acompanhar-nos. Tive o prazer de ver o Vítor Dias que decidiu fazer a prova de bicicleta (será prenuncio de um livro Pedalar por Prazer?) e descobri que seguia connosco o António Mesquita colega dele na maratona do ano anterior.
Passei também pelo Sousa por volta do Km 26 em sentido contrário muito bem acompanhado e num ritmo cauteloso como convinha.
Após a passagem da ponte Luis I em direcção ao Freixo tenho uma ligeira quebra e a Janine afasta-se um pouco e alguns pensamentos mais negativos ocorrem, mas aqui entram alguns dos ensinamentos do BTT e eu sei que nestas provas longas existem momentos maus que depois de baixar um pouco o ritmo passam. Voltei à companhia dela por volta do Km 30 e fiquei mais descansado, optei aqui por começar a beber muito pouco porque sentia o estômago cheio.
A partir daqui já só faltava menos de 1 hora de prova e se por um lado eu temia encontrar o muro ela começava a pensar no resultado desportivo, porque o nosso ritmo era razoável e algumas concorrentes femininas ficavam para trás. Por volta dos 34 Km vimos que ía uma atleta feminina à nossa frente e fizemos uma pequena aceleração, quando a alcançamos a Janine não perdeu tempo e passou por ela rapidamente e continuamos nesse ritmo.
Este esforço suplementar não veio em boa altura e o liquido em excesso no estômago ameaçava sair, já tínhamos passado o km 38 e para não a atrasar disse para seguir sozinha. E tive de abrandar, o grupo onde vinha a atleta Ana Gomes alcançou-me e eu ainda segui atrás deles até ao edifício transparente, mas eles estavam a aumentar o ritmo e eu claramente em quebra.
Só faltavam cerca de 2 km e resolvi não arriscar, subi a avenida da Boavista num ritmo cauteloso, porque como o estômago não estava muito sossegado e não quis acabar com o apetite para o almoço ao publico que carinhosamente nos apoiava.
Cheguei ao fim com 3:18:25 e nem queria acreditar que tinha tirado 10 minutos ao meu tempo do ano anterior. Cruzei a meta com uma felicidade imensa e ainda incrédulo com o tempo conseguido.
Só faltavam cerca de 2 km e resolvi não arriscar, subi a avenida da Boavista num ritmo cauteloso, porque como o estômago não estava muito sossegado e não quis acabar com o apetite para o almoço ao publico que carinhosamente nos apoiava.
Cheguei ao fim com 3:18:25 e nem queria acreditar que tinha tirado 10 minutos ao meu tempo do ano anterior. Cruzei a meta com uma felicidade imensa e ainda incrédulo com o tempo conseguido.